Artigo | RAÇA DE VÍBORAS!
RAÇA DE VÍBORAS!
"E, vendo ele muitos dos fariseus e dos
saduceus, que vinham ao seu batismo, dizia-lhes: Raça de víboras, quem
vos ensinou a fugir da ira futura?"
Mateus 3:7
Em Mateus 3:7, João Batista usou um termo
que descrevia muito bem o caráter maléfico das pessoas que o ouviam, quando
pregava no deserto da Judeia, realizando batismo nas águas a muitos
que vinham ouvir as boas novas do reino de Deus.
Posteriormente, em Mateus 23:33, Jesus também usa a esta expressão para se
referir aos Fariseus.
"Serpentes, raça de víboras! como escapareis
da condenação do inferno?" Mateus 23:33.
Por esses dois versos, podemos ver que tanto João,
quanto Jesus Cristo direcionaram o seu discurso a um grupo específico
do povo de Israel, esse grupo era o das autoridades religiosas dos Judeus, o
grupo dos Fariseus e dos Saduceus.
“Raça de víboras”, era um termo simbólico,
conhecido dos Judeus e Rabinos da época, que estava relacionado com a
descendência de Caim – o primeiro assassino (matou seu irmão Abel).
Os Fariseus e Saduceus tinham tomado a
liderança religiosa de Israel, eles não correspondiam ao chamado que tinham
aceitado. Eles possuíam uma alta posição da hierarquia social, ocupando cargos
religiosos de Sacerdotes (Saduceus) e professores da nação (Fariseus).
Eram ricos, muito bem estabelecidos na sociedade, além disso,
estavam sendo influenciados pela cultura dos Gregos. Mas o pior era a
hipocrisia em que viviam era o fato de, não satisfeitos com a Lei que Deus
tinha dado a Moisés no monte Sinai, inventaram uma outra lei, a chamada “lei
oral”, que segundo eles, era passada oralmente, no boca a boca, de pai para
filho. Diversos pontos dessa "lei oral" simplesmente eram ordens que
faziam com que os Israelitas descumprissem a Lei de Deus, eles consideravam
essa tradição dos antigos anciãos mais importante do que a Lei que o Senhor deu
ao Seu povo.
Segundo o Judeu Karaíta, Nehemia
Gordon, qualquer que desafiasse a palavra dos Rabinos, ou
desobedecesse a “lei” oral, era merecedor da pena de morte.
É por isso que eles são chamados de “raça de víboras”, que no
original corresponde a “descendência da serpente”, a geração de Caim, o
assassino. Os Rabinos consideravam que Caim era fruto da interação da conversa
ocorrida entre Eva e a Serpente no Jardim
do Éden.
Eles consideravam que Caim era filho, descendência da serpente. De
fato ele era, mas não no sentido genético, mas no caráter, na espiritualidade,
pois matou o próprio irmão, e deu origem a uma descendência de assassinos
piores do que ele mesmo.
E hoje tem muita gente que entra nos templos para cultos e
reuniões que parece que andam cascavelando, parecendo cobras, tratam seus irmãos
na fé aparentemente bem, mas estão apenas esperando a hora certa de dar o
"bote", para esse tipo de gente, Jesus disse "Serpentes, raça de
víboras! como escapareis da condenação do inferno?".
"Mathew Henry escreve "Os escribas e fariseus eram
inimigos do evangelho de Cristo e, portanto, da salvação das almas dos homens.
É ruim nos afastarmos de Cristo, mas pior ainda é afastar os outros dele."
"porque eu matei um homem por me ferir, e um jovem por me
pisar. Porque sete vezes Caim será castigado; mas Lameque setenta vezes
sete." Gênesis 4:23,24.
Veja como Lameque, a quarta geração de Caim se comportava, no
verso acima. E como João Batista e Jesus ousavam não seguir os mandamentos de
homens dos Fariseus, e como Jesus passou a expor a hipocrisia de um grupo religioso
que inventava coisas absurdas que nem eles mesmos faziam, eles queriam matá-lo.
Como vemos, quem não cumprisse o que eles mandavam, eram
candidatos a serem mortos. Só o que passava pelas mentes deles era assassinato,
olhe o mesmo caráter de Caim e da geração de Caim, também chamada de
“descendência da serpente”, "raça de víboras", na nossa versão em
Português do livro de Mateus.
Existem gente assim nas nossas igrejas, que aparentemente passam
santidade, mas são como pastéis, bonitos por fora e vazios por dentro, só
maldade dentro de sí, são os crentes pastéis, a única coisa que tem em seus
corações é maldade.
Encerro citando um fragmento do texto que Matthew Henry escreveu.
"Motivos externos podem manter o exterior limpo,
enquanto o interior é imundo; mas se o coração e o espírito forem renovados,
haverá novidade de vida; aqui devemos começar por nós mesmos. A justiça dos
escribas e fariseus era como os ornamentos de uma sepultura, ou vestir um corpo
morto, apenas para mostrar. O engano do coração dos pecadores aparece no fato
de que eles descem as correntes dos pecados de seus dias, enquanto imaginam que
deveriam ter se oposto aos pecados dos dias anteriores."
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